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| Museu reivindica criação da batata frita para os belgas |
"Junto com o chocolate, a batata frita é certamente o produto que melhor caracteriza o estilo de vida belga", afirmam os fundadores do museu, Eddy Van Belle e o filho Cédric.
Por isso, justificam, "não era apenas normal, como indispensável, que o primeiro museu da batata frita do mundo fosse aberto na Bélgica", país que reivindica a criação de um dos pratos mais populares do mundo.
Instalado no mais antigo edifício de Bruges, do século 14, o Frietmuseum (Museu da Frita, em flamengo) pretende explicar essa afirmação "de forma didática", segundo seus fundadores.
As peças expostas contam a história da batata desde sua origem, no Peru, até a chegada à Europa pelas mãos dos conquistadores espanhóis e a popularização por todo o mundo, depois que soldados americanos e britânicos que lutavam na Primeira Guerra Mundial provaram o tubérculo frito vendido nos portos belgas.
Eles seriam os responsáveis pelo nome como o prato ficou conhecido em inglês - french fries, fritas francesas, em alusão ao idioma falado pelos belgas (ao lado do flamengo, derivado do holandês).
O museu mostra a presença do prato na produção literária e artística belga, e apresenta objetos representativos do culto à batata frita na Bélgica.
Entre eles, estão grandes esculturas que tradicionalmente decoram os frietkot, quiosques dedicados ao produto, presentes em cada praça do país.
A coleção também inclui equipamentos utilizados na produção da batata frita ao longo da história, além de 400 objetos antigos, entre eles uma coleção de cerâmicas incas do período pré-colombiano representando as diferentes variedades de batatas.
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| Cerâmicas incas representam diferentes variedades de batata |
Os visitantes poderão aprender detalhes sobre a colheita das batatas e o método de preparação que, segundo os organizadores do museu, garantem uma boa batata frita.
E, se quiserem, provar pratos típicos belgas que contam com o tubérculo como acompanhamento.
| Atualizado às: 05 de maio, 2008 - 18h07 GMT (15h07 Brasília) |
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| Cumming divide seu tempo entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos |
Cumming, de 43 anos de idade, diz que os atores têm medo porque a imprensa mostra a homossexualidade como algo polêmico.
"Eu não acho que as pessoas que assistem aos filmes se importam muito", afirmou Cumming à BBC. "A mídia dá mais atenção (ao assunto) e transforma isso em polêmica."
"Existe muita homofobia no mundo", acrescentou o ator escocês.
Rótulo
Recentemente, atores como Stephen Fry e Rupert Everett disseram que sentem-se rotulados desde que assumiram sua sexualidade.
Mas Cumming, que se casou com o parceiro Grant Shaffer em uma cerimônia civil no ano passado, diz não achar que o mesmo acontece com ele.
O escocês afirma que alguns atores gays são rotulados, mas acrescentou que colegas heterosexuais também são e acabam sempre recebendo ofertas para o mesmo tipo de papel.
"Sou muito franco na mídia a respeito do que eu entendo ser uma luta por direitos civis que os gays ainda hoje têm de travar na América", diz o ator.
"Mas não acho que eu apenas interprete personagens gays, ou que eu não seria convincente se tivesse uma esposa ou uma namorada em um filme."
Reflexão
Além de trabalhar no teatro, Cumming também atuou em 007 Contra GoldenEye (1995), no remake de O Implacável (2000) e em O Filho do Máskara (2005).
Em breve, o ator será visto em Tin Man, uma versão moderna para a televisão do clássico O Mágico de Oz.
Para Derek Munn, diretor da organização Stonewall, que promove igualdade e justiça para a população gay, o número pequeno de atores que são declaradamente gays indica que há um problema.
"A indústria do cinema precisa refletir sobre por que atores gays preferem não declarar sua sexualidade", afirmou Munn.
12/05/2008 - 08h44

Uma das grandes heroínas polonesas da Segunda Guerra Mundial, Irena Sendler, que salvou a 2.500 crianças judias do gueto de Varsóvia, morreu nesta segunda-feira (12) aos 98 anos.
Segundo a filha dela, Janina Zgrzembska, Irena havia sido internada desde o mês passado em um hospital de Varsóvia por conta de uma pneumonia.
Assistente social, Irena Sendler trabalhou antes da guerra com famílias judias pobres de Varsóvia.
A partir do outono de 1940, passou a correr riscos ao fornecer alimentos, roupas e medicamentos aos moradores do gueto instalado pelos nazistas.
No fim do verão de 1942, Irena Sendler se uniu ao movimento de resistência Zegota, (Conselho de Ajuda aos Judeus).
A polonesa conseguiu retirar de maneira clandestina milhares de crianças do gueto e as alojava entre famílias católicas e conventos.
As crianças eram escondidos em maletas e retiradas por bombeiros ou em caminhões de lixo. Em alguns casos chegavam a ser escondidas dentro dos abrigos de pessoas que tinham autorização para entrar no gueto.

Feliz Aniversario meu amor:D
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| Gary Stern, dono do Stern Pinball, acredita que o jogo ainda irá sobreviver por dez anos |

JOHANNA NUBLAT
ANGELA PINHO
da Folha de S.Paulo
O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) proibiu ontem, por meio de resolução publicada no "Diário Oficial" da União, o corte de orelha e retirada das cordas vocais de cachorros e a retirada de unhas dos gatos.
A medida também torna não-recomendado o corte da cauda de cachorros.
Os procedimentos, até agora amplamente utilizados, serviam para aproximar o animal de um ideal de beleza.
"A conchectomia [corte da orelha] e caudectomia [corte da cauda] são tradições que alguém criou por entender que os animais ficam mais bonitos nessa condição, mas temos que respeitar o direito deles", afirmou Benedito Fortes de Arruda, presidente do CFMV.
Segundo o texto publicado, "ficam proibidas as cirurgias consideradas desnecessárias ou que possam impedir a capacidade de expressão do comportamento natural da espécie, sendo permitidas apenas as cirurgias que atendam as indicações clínicas".
Uma das formas de expressão costumeiramente barrada por proprietários de cães é o latido, principalmente àqueles que moram em apartamento.
Já o corte de orelha e da cauda de cães e a retiradas das unhas dos gatos é hábito freqüente nas clínicas.
Depois de cortar as orelhas de seu cão, o pit bull Zyon José, 3, o empresário Carlos Tirloni, 27, se arrependeu. Tirloni, de Santa Catarina, disse ter submetido o animal à cirurgia por uma questão estética, para que ele ficasse "parecido com um pit bull". Depois da intervenção, porém, Zyon ficou "jururu", sangrando e sem vontade de comer.
Délio Mendes, criador da raça doberman em Brasília, se diz contra a resolução. Segundo ele, em competições da raça, têm vantagem os cães cujas orelhas são aparadas, seguindo a orientação de uma federação internacional.
"É para satisfazer o ego do dono? É, mas a vaidade tem benefício para o cachorro, que vai poder comer ração de boa qualidade pelo investimento que o dono faz nele", disse.
Em casos de necessidades clínicas, continua permitida a execução dos procedimentos citados. "Nessas situações, é necessária avaliação do veterinário. Pode ter algum caso que tenha necessidade de socorrer, como no caso de um acidente", afirmou Amilson Pereira Said, integrante do conselho.
Criadora da raça schnauzer --em que normalmente se corta a cauda--, Cristiane Favaram disse ter ficado satisfeita com a resolução. "A maior parte das pessoas não visualizam o schnauzer com a cauda inteira. Depois que você convive com isso, passa a gostar", disse.
A resolução também regulamenta cirurgias em animais de porte maior, estabelecendo a obrigatoriedade de condições adequadas para operações, como anestesia e estrutura física da clínica.
Os veterinários que não cumprirem as determinações do CFMV estão sujeitos a processo no conselho de ética e multa.
Confirmando informações de outubro de 2007, a Warner Bros. oficializa agora a versão live-action de Akira. Serão dois filmes inspirados no mangá de Katsuhiro Otomo - cuja adaptação em animê está completando 20 anos em abril com aguardadíssima edição em DVD no Brasil. O novato Ruairi Robinson, diretor irlandês de 29 anos indicado ao Oscar de curta-metragem por The Silent City, será o diretor dos dois Akira, que o estúdio descreveu no anúncio oficial como um encontro entre Blade Runner e Cidade de Deus. Os roteiros adaptados são de autoria de Gary Whitta. A história do animê que revolucionou a animação quadro a quadro no mundo todo com inacreditáveis sincronizações de lábios, fluidez de movimentos e imagens de altíssima definição nos detalhes será dividida entre os dois filmes. O primeiro está sendo acelerado para estréia já na metade de 2009.
CÍNTIA ACAYABA
da Agência Folha
Um jovem de 27 anos, de Pontal (351 km de São Paulo), foi multado em R$ 14.880 pela Secretaria da Justiça do Estado após chamar de "veado" um homem de 48 anos, homossexual declarado, em um posto de gasolina da cidade.
É a primeira vez que essa multa é aplicada desde a criação da lei estadual nº 10.948, de 2001, e da formação da comissão para julgar os casos de homofobia, em 2002.
A lei, de autoria do deputado Renato Simões (PT), estabelece penas às manifestações atentatórias ou discriminatórias contra homossexuais.
Até hoje houve apenas outras 81 denúncias à comissão --nenhuma delas acarretou multa, principalmente por alegada falta de provas.
De acordo com a decisão da comissão, de 15 de janeiro, Juliano da Silva, 27, técnico de laboratório, será obrigado a pagar mil UFESPs (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo) porque atacou verbalmente e fisicamente o industrial e dono de uma metalúrgica, Justo Favaretto Neto, 48.
No dia 18 de novembro de 2006, Favaretto Neto foi abastecer seu carro no Auto Posto Pontal. Na loja de conveniência do posto, Silva bebia com cinco amigos. De acordo com o processo, o técnico dirigiu-se ao industrial com "gestos e sons afetados" e, depois, atirou uma lata de cerveja contra Favaretto Neto, deu um tapa em seu rosto e o chamou de "veado".
O industrial acionou a Polícia Militar, que presenciou Silva xingando-o de "veado".
Silva admite que chamou Favaretto Neto de "veado" e que atirou uma lata de cerveja contra ele, mas diz que ela não o atingiu. O técnico nega que tenha dado um tapa no rosto de Favaretto Neto.
A comissão considerou, por unanimidade, que houve "constrangimento de ordem moral, em razão da sua orientação sexual, na modalidade de vexame, humilhação, aborrecimento e desconforto".
A Procuradoria Geral do Estado é quem faz a cobrança da multa. O dinheiro vai para os cofres do Estado --caso a multa não seja paga, Silva ficará inscrito na "Dívida Ativa". Ele não pode mais recorrer da decisão na secretaria porque perdeu o prazo, mas ainda pode tentar revertê-la na Justiça.
Favaretto Neto também entrou com duas ações, uma por agressão e outra por danos morais, no Fórum de Pontal.
Na Justiça comum, ele conseguiu a vitória por agressão física, e Silva foi condenado a pagar um salário mínimo, destinado à Santa Casa de Pontal.
Segundo o presidente da comissão, Felipe Manubens, a multa foi aplicada porque foi um caso claro, "muito acintoso, inclusive com agressão física".
De acordo com Ricardo Yamasaki, vice-presidente da comissão, os denunciantes são, em sua maioria, pessoas físicas (76 casos). Há ainda ONGs e pessoas jurídicas (seis casos). Já os denunciados, em sua maioria, são pessoas jurídicas.
"Nem todos os 82 casos foram julgados, mas a maioria foi decidida pela improcedência", diz Yamasaki.
Além de multa, há outras sanções como advertência e suspensão da licença estadual de funcionamento por 30 dias (em casos de pessoas jurídicas).
O Congresso do Uruguai legalizou nesta terça-feira (18) a união civil entre casais homossexuais. Foi a primeira lei nacional deste tipo aprovada em um país da América Latina.
Pela nova legislação, casais gays e heterossexuais poderão formar uniões civis após viverem juntos por cinco anos. Eles terão direitos similares aos garantidos aos casados em temas como herança, pensão e custódia dos filhos.
O Senado uruguaio aprovou a lei por unanimidade, após a Câmara Baixa do país concordar com a mesma lei no mês passado. A expectativa é de que a lei seja sancionada pelo presidente Tabaré Vázquez.
Várias cidades latino-americanas, como Cidade do México e Buenos Aires, já têm leis que permitem a união civil entre gays. A lei uruguaia, no entanto, será a primeira medida de caráter nacional deste tipo na América Latina -continente que abriga metade dos católicos romanos do mundo.
No Uruguai, os casais têm de registrar seu relacionamento junto a autoridades para gozarem do direito de coabitação, e eles também terão direito a formalizar o fim de uma união.
O casamento entre gays continua proibido no Uruguai. A Igreja Católica afirma que sua oposição ao casamento gay não é negociável e que os políticos católicos têm o dever moral de se opor a ele.
19/11/2007 - 08h34 - Atualizado em 19/11/2007 - 12h43
Poucos documentaristas têm uma proximidade tão grande com o objeto a ser retratado como o inglês Don Letts. Responsável por trabalhos como "Westway to the world", sobre a história do grupo The Clash, e "The punk rock movie", que retrata a cena britânica do gênero, ele deixou sua marca na história não só pelos filmes fundamentais, mas também por ter contribuído ativamente para a criação de novos rumos dentro dela. Foi Letts um dos DJs que causaram uma revolução apresentando a música jamaicana aos punks brancos ingleses.
Não fossem as discotecagens desse filho de imigrantes jamaicanos, hoje com 51 anos, no primeiro clube punk de Londres, o Roxy, possivelmente não existiriam algumas das melhores músicas de Clash, Elvis Costello, Specials, Public Image Ltd. e de muitos outros nomes de peso. Não existiria, também, o Big Audio Dynamite, grupo que manteve com o ex-Clash Mick Jones entre 1983 e 1989, e com o qual mesclou ritmos, experimentou os primeiros samplers, veio ao Brasil e até fez sucesso.
Leia abaixo trechos da entrevista concedida ao G1 em Barcelona, onde Letts participava do festival "In-Edit", que dedicou uma retrospectiva à sua obra, que inclui o mais recente “Tales of Dr. Funkenstein”, sobre a obra do papa do funk psicodélico George Clinton, “Rock It to Rio”, que relata a turnê sul-americana do Franz Ferdinand em 2006, e “Soul Britannia”, radiografia da black music inglesa. Confira aqui a íntegra do papo com o documentarista:
G1 – Quase todos os seus filmes são sobre bandas de décadas passadas. Você prefere olhar para trás?
Don Letts – Não, não. Quando fiz meus primeiros filmes, "Punk Rock" e os clipes do Clash, era "agora", era o presente. Depois me tornei Don Letts, o fazedor de filmes. E o Clash e os Sex Pistols já haviam acabado, então busquei bandas contemporâneas às quais poderia dar meu coração e minha alma. Foi muito difícil. Quer dizer, quando comecei na música, se tratava de uma coisa anti-establishment. Agora as bandas querem fazer parte do establishment. Eu gosto de trabalhar com artistas que tenham outros objetivos além de tomar o seu dinheiro. É por isso que, na maioria de meus filmes, falo de gente de outros tempos.
G1 – Mas você fez o filme com o Franz Ferdinand, um grupo que está bem à vontade no establishment…
Letts – Te digo exatamente o que gosto neles. Muitas coisas que precisam ser ditas hoje são as mesmas que precisavam ser ditas tempos atrás. Mas você não pode chegar agora e ser o Joe Strummer novamente. Não pode ser o [Bob] Dylan do começo. As coisas ainda precisam ser ditas, mas de uma forma diferente. E o que gosto no Franz Ferdinand é que seu comentário social desemboca em boa música pop. Hoje muita gente esquece que a música pop tem esse potencial. Lá nos anos 60 havia muitas canções pop com grande conteúdo. "Big yellow taxi", de Joni Mitchell, por exemplo, contém comentário social. É interessante que bandas como o Franz Ferdinand sejam inteligentes o suficiente para usar a mídia pop para abordar questões sociais. E são uma grande banda ao vivo. E é difícil recusar uma passagens grátis para Brasil, Argentina e Chile [risos, se referindo a passagem da banda escocesa por esses países no ano passado].
G1- O documentário "Punk: Attitude!" cobre mais de quatro décadas de história do punk. Você não foi à loucura para comprimir em apenas uma hora e meia tanta informação?
Letts – A duração de 90 minutos foi um problema. Mas eu não enlouqueci porque, com esse projeto, eu contei mais a faceta musical. Só que o punk rock nunca foi somente sobre música! Quando comecei o projeto, queria falar sobre coisas como os filmes do (diretor espanhol) Luis Buñuel, ou artistas como Marcel Duchamp, ou comediantes como Lenny Bruce. Para mim eles todos tinham o espírito punk. Mas os investidores disseram "não, não, queremos só a história musical". Então minha única frustração foi não poder colocar essa atitude em um contexto maior. Acho que atualmente o lugar menos recomendado para se encontrar a atitude punk é a música. Sejamos sinceros: se você quer estar na MTV, ou nas paradas, o quão radical você pode ser? O Marilyn Manson pode queimar freiras no palco, e na semana seguinte você compra o DVD dele. O punk britânico dos anos 70 não produziu só música. Produziu fotógrafos, designers gráficos, cineastas como eu, estilistas como Vivianne Westwood.
G1 - Como os punks britânicos de sua geração enxergavam os chamados pioneiros musicais do assunto, dos EUA?
Letts – Não há como negar que Iggy Pop, MC5, Ramones e New York Dolls foram tremendamente importantes para a cena do Reino Unido. Muitas vezes, quando os músicos tentavam montar bandas, eles anunciavam nos jornais "buscamos gente interessada em Iggy Pop, MC5, Stooges, Dolls". Os mais influentes foram os Ramones. Mas o que os ingleses fizeram foi dar uma imagem para o punk – na Inglaterra não se pode separar moda da música – e também o aspecto político. Nos EUA se tratava mais só sobre música mesmo, e também os músicos eram mais velhos, tinham tipo 25 anos, enquanto na Inglaterra tinham 17, 18. Nessa fase isso é uma grande diferença de idade. Enfim, os americanos deram o pontapé inicial, mas os ingleses pegaram e fizeram algo com sua própria cara. Nos EUA eles nem gostavam da palavra "punk", enquanto os ingleses a assimilavam, dando-lhe um estilo, política e convertendo-lhe em algo inglês.
G1 – O punk foi um movimento relacionado a um senso de comunidade. Atualmente, isso pode ser bem diferente, com os artistas produzindo sozinhos em casa.
Letts – A tecnologia teve um grande impacto na maneira como a música é feita. Nos velhos tempos, quatro ou cinco pessoas se juntavam em uma garagem ou outro lugar. Havia química, uma comunicação orgânica entre indivíduos. Agora temos a tecnologia, você pega seu laptop e trabalha em seu quarto. Seu computador não vai te dizer que isso é uma má idéia. A tecnologia é fantástica, mas é importante manter a parte humana no processo, um balanço entre o orgânico e o tecnológico. O lado ruim da tecnologia acessível é a mediocridade. Sempre você precisará de uma idéia boa, no final. Quando comecei, tudo era caro: a guitarra, o amplificador… então você realmente tinha que gostar do assunto, ter paixão. Quando comecei a rodar meus filmes em Super-8, cada três minutos custavam 20 libras. Então eu tinha que ter muita disciplina, eu controlava a máquina, e não ela a mim. Mas não me entenda mal, adoro tecnologia. Tenho computador, iPod. Resumindo: as máquinas são demais, as pessoas são uma porcaria [risos].
G1 – Então você tem medo de que os novos artistas percam isso, a paixão?
Letts – Exatamente. Tenho 51 anos, só posso falar por mim. Naqueles tempos, quando eu era DJ, tinha que economizar dinheiro para comprar os discos ou compactos. Havia paixão, dor, sofrimento para consegui-los. Agora, faço o download e, se não gosto, deleto. Não gosto disso. E o lance do download não é muito sexy. Ver só os títulos das canções não é nada sexy. Lembro que eu pegava os vinis, olhava as capas, falava “uau, esse cara é legal”. Sinto falta disso. Estamos em um clima muito estranho agora. Se misturam a criatividade com business e tecnologia. Ainda falta um tempo para que cheguemos a um equilíbrio. O Radiohead está dando suas músicas. Para uma banda grande, OK. Mas como uma banda que está começando pode fazer isso? Em teoria, o fato das pessoas baixarem músicas obrigará os artistas a fazerem mais shows. Mas teremos um monte de shows e não haverá dinheiro para pagar por todos. As bandas terão que voltar a tocar por nada, é um problema. O Don Letts não acredita no sofrimento pela arte, não é necessário. Não há nada errado em ser pago por ter boas idéias.
G1 – E o que você documentaria além da música?
Letts – Muitos diretores dizem "ah, não vou mais trabalhar com música". Eu não, eu amo música. Você tem que entender que, para a maioria das pessoas neste planeta, música não é algo que somente os garotos fazem, como pensam nos EUA. Ela está implícita em nossa cultura, é como recebemos informação, ajuda a manter viva a nossa história! É passada dos nossos avós para os nossos pais e deles para nós. Não é algo do qual estou tentando escapar. Na verdade, corro em sua direção. Ela ainda me inspira. Se você entende o papel da música na sociedade, você pode fazer o que quiser com ela. [Pausa] E você pode dançar, também!

Os participantes de uma conferência internacional sobre extraterrestres pediram uma "anistia" que permita a divulgação da informação sobre contatos entre humanos e seres de outros mundos, que, segundo afirmam, os governos dos Estados Unidos e de outros países ocultam.
Centenas de pessoas de diferentes países concluíram nesta segunda-feira (17) uma conferência de três dias em Gaithersburg (Maryland, EUA). Eles afirmaram à imprensa que os governos ocultam do público em geral a informação sobre contatos entre humanos e extraterrestres.
"Existem relatórios substanciais e numerosos de pessoas que, ao longo de décadas, viram objetos voadores não identificados", disse Stephen Bassett, produtor executivo da X-Conference.
Os EUA e outros países "devem pôr fim ao embargo imposto há 60 anos sobre a verdade acerca da presença extraterrestre e seus contatos com humanos", acrescentou.
"Como planeta e como espécie estamos em contato com outros seres", garantiu.
Michael Salla, da Austrália, disse na conferência que "as enquetes mostram, de maneira coerente, que mais de dois terços dos americanos acham que as agências do governo ocultam as provas de vida extraterrestre".
Pedindo o fim do que chamou de "Watergate cósmico", ele afirmou que o governo dos Estados Unidos "manipula os conflitos internacionais e guerras como a do Oriente Médio para distrair a população e ocultar a sua tentativa de monopólio das tecnologias extraterrestres".
Entre as informações que o governo americano oculta, segundo Salla e outros participantes do encontro, estão "provas de que representantes das agências de segurança nacional dos EUA se reuniram e chegaram a um acordo com visitantes extraterrestres pouco após Roswell, em 1947".
Em julho de 1947 caiu um objeto perto de Roswell, no Novo México. Na época, foi investigado pela aeronáutica do exército, já que a Força Aérea como tal ainda não existia. A conclusão foi de que o objeto era um globo usado em investigações secretas. Mas quem acredita na chegada de extraterrestres acha que, na verdade, era uma nave de outro mundo.
O caso é fundamental para todos os investigadores da suposta presença de extraterrestres no planeta. De fato, a conferência teve um painel especial dedicado a Roswell, considerada nos EUA a Meca dos ufólogos.
"Esta é a maior história do milênio", disse Stanton Friedman, um físico americano radicado no Canadá. "Trata-se da chegada à Terra de uma nave interplanetária, do resgate de corpos e materiais no lugar do acidente, e tudo tem sido ocultado durante seis décadas", acrescentou.
Alfred Webbre, do Canadá, reivindicou uma "anistia" que permita que os cientistas, pesquisadores e membros da Força Aérea que tenham "visto OVNIS" falem publicamente sem que isso provoque o fim de suas carreiras.
O jornalista mexicano Jaime Maussán disse durante a conferência que desde o eclipse solar visto no seu país em julho de 1991 houve "uma onda de avistamentos" de OVNIS.
"Milhares de pessoas em todo o país avistaram e filmaram em vídeo luzes noturnas e discos diurnos desconhecidos", afirmou Maussán. Ele garante que nos últimos 12 anos montou uma coleção de mais de 5 mil vídeos e fotos.
O jornalista chileno J. Antonio Huneeus apresentou uma perspectiva global do fenômeno, com ênfase nos estudos oficiais realizados pelo Governo francês e por outros países. Ele também citou os esforços para levar a investigação do fenômeno às Nações Unidas.
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